terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Them

There is so much pride in the world, such arrogance, thousands of souls released from fear for a few moments. In the other hand millions of thoughts and indecisions, fears and cohabitations in a dark and humble prison.
No space for happy moments, for colours and music, some of those doomed souls mask their lives with memories, resembling past dreams, familiar sounds and an unknown and disguised look.
They are alone in their individuals, however part of a world of alike, each one of them looking behind and down, but never forward, never to each other.


Who are they? Why do they act like that? Whom sad gods fabricated these beings and let them around deambulating and crying, suffering, praying for light, when while getting it they cant open their eyes?

Who are those beings, and how do they survive? Strange forces drown them to this state; even stranger ones give them strength.
Somehow they like the taste of it, not knowing how to live differently anymore.


quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Equilíbrio - O Eterno Teorema

Pudera o Mal contorcer-se
Para não nos tocar.
Porque o ar que o provoca

Também o toca para o equilibrar.

E enquanto a cinza enegrecida

Se eleva para nos cegar,

O vento do eterno Equilíbrio

Sopra para a afastar.

Pudera o Mal acreditar

Vencer-nos por nos cegar...

Pode cegar-nos,
E assim nos rendermos,

Mas não nos perderemos.

terça-feira, 30 de Junho de 2009

Risco

O risco é o desejo
Da realidade,
Que acredita estar vivo entre mortos,
Ao ritmo cardíaco
Dos condenados.


O fulgor desmesurado,
Ao devir abandonado,
Sem que a consciência o faça seguir
As regras do ordenado.

Devolve a guerra
Ao antigo combatente,
Preenche a sua mente
Com novas demências,
Satisfaz o pobre dependente.

E na verdade,
Apaga a calma e risca
Novos caminhos sem suavidade.




sexta-feira, 20 de Março de 2009

Cyclic Virus


We are locked to a world of mental slavery! But no one likes to recognize it because it makes us feel trapped and useless.
If there was no futility our lives would show it blankness and look meaningless.
We are a bunch of natural beings like all others which life has no fate or purpose, it just makes part of the cycle that feeds itself, and spread like a virus (that itself is cyclic). And the unhappy coincidence that spread the virus of energy and created life is no longer here, especially not watching for us or giving us a mission or an aim for our existence.
We just exist... The rest is futility to which we give importance in the course of our life so we can feel is worth living it.

quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

Golden Message

Around only strangers,
Above only myths,
But reality
Is stronger, it hits.


Once you are safer than a kingdom,
Suddenly
Weaker than a frontier.


Laid down on the ground
You feel nothing but the bound
That makes you share a tear.


Hermes takes you a golden message,
From such luxury,
Letting you remain away from misery,
Because another one needs you to be.

segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

Serena Luxuriosa Manhã

Serena, charmosa manhã, iluminante...

Os meus pensamentos escondidos em massivas supernovas irrompem na galáxia dos meus velhos mitos.
Contrariamente, a minha vontade, irreverente, puxa-me para o leito luxurioso de preguiça, impede-me de criar, impele o que não deixa expelir.
A fuga é o Acordar deste dormir.
E num ápice, sou incendiária da chama que alenta a minha vida.
Já incendiaste a tua?
Gosto de sentir as brasas incandescentes sobre os meus pés, de iluminar o dia e a noite do meu pensamento em tons de púrpura, sentir as fagulhas espalhar o seu calor, incendiar almas alheias.
Deixa-me arder, deixa-me queimar-te, sente o fogo subir, matar-te para te reavivar.

sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

Pelouro

Outrora grande e famoso,
Hoje és bronze requintado e fabuloso,
Imponente mostra do passado,
Mas por todos ignorado,
Pelas gaivotas habitado.

Admirado
Por quem observa a arte enegrecida,
Da tua glória exagerada e apetecida,
Mas hoje quase jocosa,
Solitária entre milhares que em nada se assemelham.

A tua opulência maravilhosa,
Outrora dourada e luzidia,
Ostentava riqueza,
Troçava do povo que te olhava com tristeza.

Hoje o teu contorno decidido, enegrecido,
Parou ironicamente convencido,
E a praça ja não é tua, Marquês,
Mas dos pombos.

quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

Contra-dança a Contra-tempo

Ja era tempo,
De tal contratempo
Suprimir o seu espaço no meu,
Deixar a vaga no momento
Que nunca quis que fosse seu.
Este pleonasmo que procrastino,
Que sei ser mea culpa,
Pois não há tal coisa, tal destino,
Nem tal poderia ser desculpa
Para semelhante desatino.
Andara eu contra a maré,
E ainda ando,
Saboreando,
Apreciara o raro e exótico,
Que comigo identificara,
E isso demando,
Ignorando,
O seguro por seguinte,
Quase demente.
Bem consciente,
Sei o que se apresenta,
O porquê que o sustenta,
No entanto é me indiferente,
E o contratempo faz-se tempo
Crescendo na sua era.

.21.

Em cada pessoa há um pouco de ser
Por conhecer,
Por detrás da banalidade de muitos,
Que nos demove,
Certamente existirá nesta gente
Um ponto digno, uma virgula emocionante.








Se eu tivera a coragem incessante
Para o explorar,

Tanta da mágica diversidade,
Em reflexos de História e Humanidade...
Poderia atingir a felicidade,
Pois o fim estava a meu lado,
O saber, ali, desvendado.

sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

Sibilar Divino

Murmura,
Versejantes louvores
Em prol da fé, a favor da cura.
Clama o ensinamento
Da crença mais pura.
Entretanto,
Digo as minhas próprias orações,
Em silêncio,
Dito os mandamentos
Dos meus passos ou tormentos.
E no caminho para a perdição
Perdoo-te o amaldiçoar
Por não acreditar.
Acalmo o teu receio
De um tal deus me castigar,
E respeito os dogmas
Que rejeito integrar.
Sigo errante, descrente,
Mas nunca só,
Num absorver crescente
Que o natural me devolve
E tudo do bem e do mal me absolve.